domingo, 28 de novembro de 2010

Caminho do Corredor

O corredor estava escuro e úmido. Era lamentável que não houvesse outro caminho. Tentei adaptar meus olhos à escuridão. Passei a enxergar alguma coisa e conseguia ver onde havia poças d´água. Menos mal.
Embora não fosse tão forte a ponto de paralisar, o medo estava ali. Aqui. Dentro de mim. E assim eu caminhava, receosa.
Sabia o que encontraria no final. O problema era o caminho. O que encontraria no decorrer daquele corredor. Não sabia que tipos de fantasmas ali habitavam. Nem o que tinha dentro daquelas poças. Nem o que poderia sair de dentro das portas laterais. Não sabia quanto tempo levaria para chegar ao final. Segundos? Minutos?
Haveria ventos sussurrantes em cada curva? Algum esqueleto ambulante? Ou Peter Pan apareceria onde o vento faz a curva e me levaria para a Terra do Nunca? Talvez não fosse uma má opção. Terra do Nunca. Às vezes eu gostaria de ser criança outra vez e sê-lo para todo o sempre. Mas não. Peter Pan não aparecerá. As flores estão no destino.
O caminho é feito de pedras e vidros quebrados e pontiagudos.
Parei com meus devaneios. Olhei em frente. E dei o primeiro passo.

6 comentários:

Yon disse...

Bem enigmático o texto, muito bom!
Abraços...

Samara disse...

O primeiro passo é sempre o mais difícil.

Lucas Neves disse...

A vida é cheia de surpresas mesmo. Espero que esse primeiro passo seja o início de uma ferrenha caminhada, e que traga muitas realizações!

Escrevi um texto onde falo exatamente sobre isso: os caminhos difíceis... entitulado "Malditas Mentes Criminosas".

Beijos do seu novo seguidor,
Lucas Neves.

Yon disse...

Olá Juliana, estou te presenteando com um Selo. Dá um pulo lá no Só Palavras!
Abraços....

Katrina disse...

primeiro passo, aquele que as vezes, pode ser também o ultimo

Bruno Costa disse...

Boa sorte na caminhada. Talvez encontre uma flor, ou um solo fértil para plantar uma.

©2007 '' Por Elke di Barros